Módulo I

Conocimiento previo

Estereótipos e representações sobre a alteridade. O olhar estrangeiro e o nacional sobre o Brasil e a brasilidade. O Uruguai e os uruguaios nos meios de comunicação brasileiros.

A1

Ler o texto “O brasileiro em números” para realizar as atividades abaixo.

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materias de capa

O brasileiro em números

Trabalhador, otimista, vaidoso, caseiro, religioso e vidrado em telefone celular. Através de pesquisas, ÉPOCA traça o perfil do morador das grandes cidades

LUIZ OCTÁVIO DE LIMA (TEXTO) E BRAZ (ILUSTRAÇÕES)

 

O brasileiro da metrópole tem uma nova cara e uma atitude diferente diante da vida. Rico, classe média ou pobre, está mais seletivo no consumo, sonha ter um negócio próprio, é otimista, caseiro, orgulha-se do país em que vive, abomina o jeitinho e a malandragem. Ele lê mais e bebe menos do que se costuma imaginar, se revela menos machista que outros latino-americanos e, diferente do estereótipo de quem ''gosta de levar vantagem em tudo'', é solidário, trabalha duro e se considera um ''batalhador''.

Para compor um retrato detalhado deste urbanóide do século XXI, ÉPOCA reuniu levantamentos realizados nos últimos três anos por diversos institutos em nove grandes centros, onde vivem 30% da população - Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e em todo o Estado de São Paulo -, e ainda recorreu a estudos comparativos com outros países. O padrão que emerge dessa panorâmica não deve ser desprezado como amostragem do país. Afinal, se em 1940 80% da população vivia nas áreas rurais, hoje ocorre exatamente o oposto. Segundo o IBGE, 81% estão em centros urbanos, o que qualifica o Brasil como um dos países mais urbanizados do planeta.

Os números encontrados permitem algumas conclusões surpreendentes. O Brasil é, por exemplo, o país menos machista da América Latina. Por aqui, o número de casais que não se importam em ter filhos já supera o dos que só consideram completa uma família com crianças. E outra curiosidade: é pequeno o número dos que deixariam de trabalhar se ganhassem na loteria.

O habitante das cidades brasileiras é antes de tudo um forte - mas não necessariamente grande. Na média tem 1,66 metro, o que parece pouco, mas são 2 centímetros a mais que há duas décadas. E pode melhorar. Estudo do Ministério dos Esportes mostrou que, em 2004, nas grandes cidades, na faixa até os 16 anos, o adolescente brasileiro ganhava dos jovens americanos em altura.

 

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT968426-1653,00.html

1. Responder às seguintes perguntas:

a) Qual o perfil do brasileiro que aparece no texto?

b) Como foi obtida a informação para conformar esse perfil?

c) Inferir qual o estriótipo do brasileiro que aparece no texto.

2. Escolher a opção certa.

Por que no texto se diz que “O padrão que emerge dessa panorâmica não deve ser desprezado como amostragem do país”? 

porque 80% da população mora nos centros urbanos estudados.

porque 30% da população mora nos centros urbanos estudados.

porque 81% da população mora nos centros urbanos estudados.

porque 30% da população mora nos centros urbanos estudados e 81% vive em cidades.

porque em 1940 80% da população morava nas áreas rurais.

porque em 1940 80% da população morava nas áreas rurais e hoje esses habitantes moram em centros urbanos.


3. Preencher as lacunas em branco.

a- Achar no texto um sinônimo para a palavra em negrito: “O habitante das cidades brasileiras” 
 
b- Achar no texto uma palavra que signifique:valor intermediário entre valores extremos

c- Achar no texto o referente do pronome em negrito: “Ele lê mais e bebe menos do que se costuma imaginar” 

  

4. Assinalar em quais dos trechos do texto a palavra em negrito tem significado de quantidade.

a- “o que qualifica o Brasil como um dos países mais urbanizados do planeta”

b- “O habitante das cidades brasileiras é antes de tudo um forte - mas não necessariamente grande.”

c- "Na média tem 1,66 metro, o que parece pouco, mas são 2 centímetros a mais que há duas décadas."

d- “Ele lê mais e bebe menos do que se costuma imaginar.”

e- “está mais seletivo no consumo”

f- “Na média tem 1,66 metro, o que parece pouco, mas são 2 centímetros a mais que há duas décadas."


5. Escolher qual o significado da palavra faixa segundo o sentido do texto.

Parte de um todo

Porção ou intervalo entre dois limites

Cada uma das músicas de um CD


Escolher qual o significado da palavra casais segundo o sentido do texto.

(A palavra casais é o plural da palavra casal.)

Propriedade rural, pequena e rústica; granja

Par formado por duas pessoas que mantêm relação amorosa

Lugarejo de poucas casas; pequena aldeia


A2

Preencher as lacunas em branco com os artigos, preposições e contrações que correspondam em cada caso.
Nessa atividade é necessário estudar o apêndice gramatical sobre “Artigos, preposições e contrações” disponível em Ferramentas do Módulo I.

O Brasil é país do “jeitinho.” Somos famosos mundialmente por “dar um jeitinho para tudo” e pela nossa malandragem. O potencial brasileiro para improvisação e para a criatividade, características centrais jeitinho, é mesmo tempo algo que podemos sentir orgulho e vergonha, pois ao mesmo tempo que o jeitinho se refere uma habilidade refinada para a resolução criativa de problemas, também se refere nossa capacidade engenhosa de agir corruptamente para obter benefícios pessoais de maneira criativa.

Nas sociedades chinesas, é comum se observar construto cultural semelhante jeitinho, o guanxi. O guanxi também é uma estratégia usada cotidianamente para a resolução de problemas, mas se diferencia do jeitinho diversos aspectos, principalmente porque o jeitinho não envolve relações previamente existentes entre as pessoas ou ação de qualquer mecanismo de reciprocidade, como é o caso do guanxi.

O jeitinho pode ser entendido como tipo de ação visando obter benefício próprio ou resolução de um problema prático,  fazendo uso criatividade, cordialidade, engano e outros processos sociais [1]. Tanto na antropologia quanto sociologia, o fenômeno do jeitinho brasileiro têm sido muito estudado e enfatizado como um aspecto central da identidade cultural brasileira. O símbolo malandro, ilustrado pelo personagem de desenho Zé Carioca na imagem acima, captura a essência deste modo flexível, porém muitas vezes prejudicial a terceiros, de navegar socialmente.

Um problema enfrentado áreas que tradicionalmente estudam o jeitinho é no seu próprio significado, pois diversas definições costumaram capturar diferentes aspectos do jeitinho sem fazer referência outros aspectos. Foi visando compreender de maneira mais sistemática o jeitinho brasileiro que um grupo de pesquisadores, incluindo vários brasileiros, publicou este ano um artigo no Personality and Social Psychology Bulletin [1].

  

A3

Ler o texto “Uruguai é u'a menina” para realizar as atividades abaixo.

O Uruguai é u´a menina


A cidade de Montevidéu floresce. Para quem gosta de civilização, de gente educada, de livrarias, cinematecas — é um belo passeio.
Na coxilha de Haedo, nas escarpas de Daymán, no Vale Eden, no Pampa de Soriano, nos campos de Maldonado, na beira dos rios de Durazno, nas margens altlânticas de La Paloma — e até arredores da capital — florescem os Juncais e os Seibos, árvores de belíssimas flores rosadas que são o símbolo desse pequeno país. Para quem o atravessa de carro, vastos palmeirais de Butiá aparecem nos solos arenosos de Paysandú, Rio Negro e Salto… 
Pequeno, grande Uruguai! Menor que o estado de São Paulo, é no entanto maior que Portugal, Bélgica e muitos outros países europeus.

A cidade de Montevidéu floresce. Pela Calle 18 de Julio, a artéria principal, casas de câmbio livre, dólares e libras voam, na voragem iluminada dos “novos negócios”. Os Casinos estão cheios em Punta del Este. Em Carrasco, as peles das louras platinadas vindas da Argentina se misturam ao cheiro das cigarrilhas dos grandes ganadeiros e florestadores de Liniers. E agora também de Bagé, Araçatuba. E Lages, como os milionários (a futuro) dos reflorestamentos de pinus.

Civilizado, com forte influência européia, a atividade pastoril ainda é importante na economia uruguaia. Mais de 70 % de seu território são exuberantes pastagens nativas, onde se recria, se engorda e se abate o melhor gado do mundo. Para engordar países ricos — que fazem dieta para emagrecer… Raças finíssimas como as provenientes do Condado de Hereford, na Inglaterra, ou Aberdeen, na Escócia. Mas ali ninguém fala em entregá-los (provavelmente para serem carneados) para legiões de famintos, que assolam a periferia de cidades latino-americanas.

Para quem vai a Montevidéu, os hotéis são ainda prédios antigos e tradicionais, o melhor é o Victoria Plaza, na Praça Independência, próxima ao tradicional monuménto histórico. O London, o California, o Lancaster, o Crillon, o Oxford, o Richmond revelam a clássica e tradicional influência européia. Uma cidade que se modernizou sem perder a tranqüilidade. Caminhar pela 18 de Julio e beber os deliciosos aperitivos “Espiniller com gelo” e miríades de tira-gosto nos inúmeros cafés de estilo europeu que se esparramam ao lado da Universidade… Comer as deliciosas parrilladas à moda uruguaia. São chinchulines (tripas recheadas com farinha retiradas do bucho vivo do animal e depois assadas), mollejas, assados, costillas — tudo regado a um bom vinho dos parreirais da Canelones. E depois supimpas sobremesas com pêssegos em caldas e nata gorda…

O Rio da Prata é fascinante. Tão largo na altura de Montevidéu que não se consegue ver a outra margem, de onde parecem vir, com ecos retardatários nos magníficos pôr-do-sol, as canções eternas de Carlos Gardel ou a melodia esquizofrênica de Astor Piazzola. Para quem busca fortes emoções, assaltos, turismo pornográfico, o Uruguai não serve. Mas para quem gosta de civilização, de gente educada e de livrarias, cinematecas — é um belo passeio.


No passado, aquelas terras fertilíssimas pertenceram ao Brasil (Província Cisplatina). Mas em 1825 os Trinta e Três Inmortais do herói Lavalleja proclamaram a independência, que na gestão do estadista colorado José Batlle viria influenciar toda a legislação varguista com suas teses fascistóides Depois da social democracia oligárquica dos colorados, o Uruguai agora renasce com um político da esquerda, o ex-tupamaro Tabaré Vasquez. A velha senhora rejuvenesce. Agora é u'a menina…

 

Fonte: Diário Catarinense

1. Qual o assunto principal do texto?

Reflexión

2.

a- Qual a imagem do Uruguai e dos uruguaios que aparece no texto?

b- Você concorda com toda a informação do texto? Mudaria alguma coisa?

3. Explicar o título do texto em relação ao conteúdo.

4. Identificar no texto expressões (não verbos) que indiquem tempo passado, presente ou futuro. Qual o significado de cada uma delas? Explicar com suas palavras.

Reflexión

5. Levantar do texto cinco verbos flexionados no presente e cinco no pretérito.

Preencher as lacunas

Levantar do texto para preencher as lacunas em branco:

a) palavras sinônimas a:

inúmeros:

excelentes:

b) palavras antônimas a:

estreito:

c) palavras que signifiquem:

que morrem de fome:

até agora, até o momento:

qualquer petisco que acompanha certas bebidas:

  

Utilizando os seguintes materiais, refletir sobre o que significam as palavras malandro, maladragem, jeitinho e mané e sua relação com a cultura e identidade brasileiras. 

Textos “O brasileiro em números” e “O que é o jeitinho brasileiro”.

Vídeos Jeitinho brasileiro no exterior. Reportagem Inácia Soares com Ricardo Vargas e Malandragem: O Jeitinho Brasileiro

Música Malandro é malandro e mané é mané

F1

ARTIGOS, PREPOSIÇÕES E CONTRAÇÕES

O brasileiro da metrópole tem uma nova cara e uma atitude diferente dianteda vida.”

ARTIGO: é a palavra que se antepõe ao substantivo, concordando com ele em gênero e número, para definir ou indefinir o ente nomeado por esse substantivo.

O artigo pode ser definido ou indefinido. É indefinido quando se refere a um ser qualquer dentre outros da mesma espécie. Na oração “sonha ter um negócio próprio”, o artigo um indica um representante qualquer da classe negócio (pode se tratar de qualquer negócio: uma padaria, uma locadora de carros, um estúdio de fotografia etc.). As palavras um, uma, uns, umas são artigos indefinidos.

O artigo é definido quando se aplica a um ser determinado dentre outros da mesma espécie. No seguinte exemplo Os números encontrados permitem algumas conclusões surpreendentes”, o artigo os faz referência a um ser determinado dentro de uma espécie, já conhecido do leitor: não se trata de quaisquer números, mas daqueles que constituem o resultado da pesquisa. As palavras o, a, os, as são artigos definidos.

Além de definir o substantivo, o artigo definido pode cumprir outra função: a de generalizar um substantivo. No exemplo “O habitante das cidades brasileiras é antes de tudo um forte”, o artigo o alude a qualquer habitante das metrópoles brasileiras e, ao mesmo tempo, a todos os habitantes dessas cidades. Nestes casos, o artigo definido equivale a todo, qualquer.

 

ARTIGOS DEFINIDOS

masculino

feminino

singular

o

a

plural

os

as

 

ARTIGOS INDEFINIDOS

masculino

feminino

singular

um

uma

plural

uns

umas

 

PREPOSIÇÃO: é a palavra invariável que relaciona dois termos da frase (palavras ou sintagmas), de tal modo que o sentido do primeiro é explicado ou completado pelo segundo. Observe a expressão “número de casais”. O sentido do primeiro termo — número — é completado pelo segundo — casais. A palavra que relaciona esses dois termos é de, que é uma preposição.

A preposição tem como função ligar elementos linguísticos e estabelecer relações semânticas entre esses elementos. Os significados das preposições exprimem relações de lugar, tempo, modo, causa, origem etc., mas a maior parte das preposições tem vários significados possíveis.

As preposições constituem listas fechadas de palavras e podem ser simples, constituídas apenas por uma palavra, ou locuções prepositivas, quando apresentam mais do que uma palavra, sendo sempre a segunda uma preposição. A expressão “diante de”, no exemplo acima, é uma locução prepositiva.

As preposições simples mais comuns são: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para (pra), por, sem, sob, sobre, trás.

 

CONTRAÇÃO: é a fusão de uma preposição e de um artigo, pronome ou advérbio em uma única palavra.

Algumas preposições simples — como a, em, de e por — podem combinar-se com outras palavras gramaticais, formando um vocábulo único conhecido como contração. No exemplo acima, a palavra da é a contração da preposição de e o artigo definido a.

 

 

artigos

preposições

o

os

a

as

a

ao

aos

à

às

de

do

dos

da

das

em

no

nos

na

nas

por

pelo

pelos

pela

pelas

 

 

F2

PRONOME

Pronome é uma classe fechada de palavras que se caracterizam por possuir pouco conteúdo semântico, e que referem a um significado léxico pela situação comunicativa ou por outras palavras do contexto.

No texto, os pronomes exercem as seguintes funções:

  • representam as pessoas do discurso;

  • remetem a termos já enunciados no texto;

  • antecipam termos aos que se fará ainda referência.

A classe pronome é formada por vários tipos de pronomes. Este apêndice estará dedicado ao estudo dos pronomes pessoais, especificamente dos pronomes pessoais retos.

PRONOMES PESSOAIS RETOS

Ele lê mais e bebe menos do que se costuma imaginar

Pronomes pessoais: são aqueles que cumprem as funções típicas do substantivo e que indicam uma das pessoas do discurso.

Os pronomes pessoais podem ser retos ou oblíquos, dependendo da sua forma e da sua função sintática. Como já foi mencionado, nesta seção estudaremos os pronomes pessoais retos.

A função sintática típica deste tipo de pronomes é a de ser sujeito da oração. Observe o exemplo acima. A palavra ele é o sujeito das duas orações coordenadas e também remete a uma expressão já enunciada no texto: “o brasileiro da metrópole”, ou seja, aquilo do que se está falando.

Os pronomes pessoais retos possuem flexão de número, gênero (apenas na 3.a pessoa) e de pessoa, isto é, dividem-se segundo a pessoa do discurso à que fazem referência:

 

pessoa do discurso

singular

plural

1.a

eu

nós / a gente

2.a

tu / você

vós / vocês

3.a

ele, ela

eles, elas